Vídeo: mulher tenta levar bebê em bolsa de maternidade no PI
Técnica de enfermagem é flagrada tentando sair com recém-nascida escondida em bolsa; tia da criança impediu a ação em Teresina.
Um caso que chocou moradores de Teresina, no Piauí, voltou a repercutir nas redes sociais após a divulgação de imagens de câmeras de segurança. Uma técnica de enfermagem foi flagrada tentando deixar a Maternidade Dona Evangelina Rosa levando uma recém-nascida escondida dentro de uma bolsa. A ação só não deu certo porque a tia do bebê percebeu a movimentação suspeita e impediu a saída da funcionária. O caso agora é investigado pela Polícia Civil como tentativa de sequestro.
O que aconteceu
Segundo as informações confirmadas até o momento, a técnica de enfermagem Auricélia Rocha, que atuava na unidade, tentou sair do hospital carregando a recém-nascida dentro de uma bolsa. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança da maternidade, que mostram o momento em que ela caminha pelos corredores antes de ser abordada.
Quem impediu a saída foi Daniela Beatriz, tia da criança, que notou algo estranho no comportamento da funcionária e resolveu confrontá-la antes que deixasse o prédio. Graças à atitude rápida, a bebê foi resgatada e devolvida à família ainda dentro da unidade hospitalar.
Após o flagrante, Auricélia foi levada para uma clínica psiquiátrica e, posteriormente, detida pelas autoridades. A Polícia Civil do Piauí confirmou que abriu investigação para apurar as circunstâncias do caso e classificou a ocorrência como tentativa de sequestro. Até a publicação desta matéria, não há confirmação de conclusão do inquérito nem de decisão judicial sobre o caso.
A defesa de Auricélia informou que ela possui diagnóstico de sintomas esquizofrênicos e fazia uso de medicação psiquiátrica, mas essa informação foi repassada apenas pela representação legal da acusada, sem confirmação médica oficial tornada pública até o momento.
Como tudo começou
De acordo com o que foi apurado, Auricélia estava de folga no dia do incidente, mas foi até a maternidade onde trabalhava. Foi nesse momento que, segundo as imagens de segurança, ela teria colocado a recém-nascida dentro de uma bolsa e tentado deixar o local pelos corredores do hospital.
A tentativa de saída foi interrompida quando Daniela Beatriz, tia do bebê, percebeu a situação e impediu a ação antes que a funcionária conseguisse deixar as dependências da unidade. Após a intervenção, a equipe de segurança e a direção do hospital foram acionadas, e as câmeras confirmaram a sequência dos fatos.
Em seguida, Auricélia foi encaminhada para atendimento psiquiátrico antes de ser formalmente detida pela Polícia Civil, que assumiu a investigação do caso.
O que ainda é rumor
Alguns pontos do caso ainda não foram esclarecidos oficialmente e devem ser tratados com cautela:
- Justificativa alegada: há informações não confirmadas de que Auricélia teria dito que precisava levar a bebê para realizar exames. Essa versão não foi validada pelas autoridades nem apresentada como explicação oficial aceita.
- Estado de saúde mental: a condição psiquiátrica mencionada pela defesa ainda não foi confirmada por laudo médico divulgado publicamente. Trata-se, até o momento, de uma alegação da representação legal da acusada.
- Possível participação de terceiros: não há confirmação se a técnica agia sozinha ou se existe suspeita de outras pessoas envolvidas no caso. A Polícia Civil não divulgou informações sobre esse ponto.
- Estado da criança: não foi informado se a recém-nascida sofreu qualquer tipo de dano físico ou psicológico durante o episódio.
É importante reforçar que, até a publicação desta matéria, não houve conclusão do inquérito policial nem decisão judicial sobre o caso, que segue sendo investigado.
Repercussão
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação do vídeo das câmeras de segurança. Nas publicações, muitos internautas elogiaram a atitude de Daniela Beatriz, tia da criança, considerada fundamental para evitar o sequestro.
Em meio à repercussão, começaram a circular nas redes sociais especulações sobre uma possível quadrilha organizada de tráfico de bebês. Até o momento, porém, não há qualquer confirmação oficial das autoridades sobre esse ponto, e a hipótese não foi mencionada pela Polícia Civil em suas manifestações públicas.
A direção da Maternidade Dona Evangelina Rosa se pronunciou sobre o caso e afirmou que não houve falha no protocolo de segurança da unidade, destacando que as câmeras internas foram fundamentais para o esclarecimento rápido da situação.
A reportagem segue acompanhando o caso e atualizará as informações conforme novos dados sejam confirmados pelas autoridades responsáveis pela investigação.