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MP-DF processa Virginia Fonseca e Blaze e pede R$ 120 milhões

Ação civil pública aponta publicidade irregular de apostas; Virginia se defende e diz ter seguido a lei vigente na época.

Redação Vazou NewsRedação Independente
Publicado em 09 de julho de 2026 às 23:02
MP-DF processa Virginia Fonseca e Blaze e pede R$ 120 milhões

MP do DF entra com ação contra Virginia Fonseca e a Blaze; pedido de indenização chega a R$ 120 milhões

O Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) protocolou uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas online Blaze. O órgão pede indenização de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, com base em um relatório técnico que reúne mais de 42 mil reclamações de consumidores contra a empresa de apostas.

O que aconteceu

Segundo a ação protocolada pelo MP-DF, a Blaze teria atuado sem autorização federal para operar como plataforma de apostas no Brasil em 2023. O órgão sustenta que a empresa utilizou celebridades — entre elas Virginia Fonseca — como estratégia de marketing para atrair novos usuários, incluindo promessas de ganhos rápidos direcionadas a pessoas em situação de vulnerabilidade econômica.

O valor de R$ 120 milhões solicitado na ação se refere a danos morais coletivos, e o pedido tem como base o volume de queixas registradas por consumidores que se sentiram lesados pela plataforma. Até o momento, não há confirmação pública sobre como a responsabilidade seria dividida entre a influenciadora e a empresa, nem sobre o status processual da ação — ou seja, não está claro se ela já foi aceita e distribuída pela Justiça ou se ainda está em fase inicial de análise.

É importante destacar que se trata de uma acusação formal, sem qualquer decisão judicial proferida até a publicação desta matéria. Não há, portanto, condenação contra Virginia Fonseca ou contra a Blaze neste processo.

Como tudo começou

De acordo com a linha de apuração do MP-DF, a Blaze operava em 2023 sem a autorização federal necessária para funcionar como plataforma de apostas no país. Ao longo do tempo, o órgão recebeu um volume expressivo de denúncias de consumidores, que resultaram na elaboração de um relatório técnico com mais de 42 mil reclamações registradas contra a empresa.

Com base nesse levantamento, o Ministério Público formalizou a ação civil pública, incluindo Virginia Fonseca como corré por sua atuação publicitária vinculada à plataforma. Após a divulgação do processo, a influenciadora se manifestou publicamente sobre o caso.

Em sua defesa, Virginia afirmou não se arrepender das publicidades que fez para a Blaze e alegou ter seguido a legislação vigente na época em que os conteúdos foram divulgados. A influenciadora não confirmou, até o momento, se irá recorrer ou apresentar contestação formal específica no processo.

O que ainda é rumor

O título que tem circulado sobre o caso menciona uma suposta investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo Virginia Fonseca, com apontamento de "movimentações atípicas" em contas bancárias. Até a publicação desta matéria, não há confirmação oficial, fonte identificada ou detalhamento factual sobre essa investigação nas informações disponíveis.

Não é possível afirmar, com base nos dados apurados, se essa suposta apuração da PF está relacionada à ação civil pública movida pelo MP-DF ou se trata de um processo completamente distinto — ou mesmo se de fato existe uma investigação em andamento. A associação entre os dois temas tem circulado nas redes sociais, mas sem comprovação de que se referem ao mesmo caso ou de que estejam conectados.

Da mesma forma, ainda não está esclarecido publicamente qual seria a divisão de responsabilidade entre Virginia Fonseca e a Blaze dentro da ação do MP-DF, nem em que fase processual exata o caso se encontra. Até que haja informações oficiais adicionais, esses pontos devem ser tratados como não confirmados.

Repercussão

A notícia sobre a ação civil pública gerou repercussão imediata nas redes sociais, com internautas comentando o valor bilionário solicitado e o histórico de publicidade de apostas feita por influenciadores digitais nos últimos anos.

Em resposta às críticas, Virginia Fonseca se pronunciou publicamente afirmando não se arrepender das campanhas publicitárias que fez para a Blaze, reforçando que agiu dentro da legislação vigente no período em que os contratos foram firmados. A assessoria da influenciadora não detalhou, até o momento, se medidas jurídicas adicionais serão tomadas em resposta à ação.

A Blaze, por sua vez, não teve posicionamento oficial divulgado sobre o processo até a publicação desta matéria. O Ministério Público do Distrito Federal também não deu declarações além do conteúdo formal apresentado na ação civil pública.

A reportagem continuará acompanhando o desdobramento do caso e atualizará as informações caso novos posicionamentos oficiais sejam divulgados pelas partes envolvidas.